segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Está decidido!
Eu decidi. Decidi que não vou perder mais meu tempo com aquele que é incerto, que não sabe o que quer ou o que dificulta o que é pra ser simples. Acredito que tudo na vida são etapas. Eu passei pela etapa da insegurança, lá na minha adolescência quando fazia o que os outros queriam e suportei um amor de 5 anos porque não sabia ficar sozinha. Aceitei aquilo que eu pensei que nunca aceitaria. Uma pessoa ciumenta, que mandava em quem eu poderia ser amiga ou não, controlava minhas roupas, minhas ligações e meus desejos, queria escolher até a minha faculdade. Depois passei a etapa que não sabia bem o que eu queria, ou queria de tudo um pouco, experimentei o que a vida tinha para me oferecer. Deixei tudo o que me bloqueava e me aventurei em coisas que eu também achei que nunca faria. Beijei mais de uma pessoa numa noite, fui para cama na primeira vez que conheci alguém, trai namorado, nadei semi nua num lago no meio da cidade, fiz parte de um amor a três para não dizer a quatro... enfim, deixei todo o pudor para me entregar ao que viesse. Passei também pela etapa do namoro sério, mas ainda individualista, uma fase em que eu era muito egoísta para me doar de corpo e alma para alguém. A etapa em que eu precisei passar para me auto afirmar e paguei o preço por essa etapa. Perdi um amor que poderia ter sido o amor pra sempre, mas que não foi justamente porque eu precisava aprender uma lição. A lição mais difícil de todas. A lição que todos passamos a vida para aprender: a certeza que somos todos sozinhos, nascemos sozinhos e vamos morrer sozinhos e por isso temos que aprender a gostar de nossa própria companhia, amar quem somos, quem nos tornamos. E isso só é possível quando passamos por todas as etapas necessárias, alguns demoram mais, outros menos para aprender estas lições. E diante disso me encontro numa etapa em que tenho a certeza do que quero e do que não quero. Pra muitas pessoas isso soa um tanto assustador, pessoas que eu gosto, mas que ainda não sabem bem o que querem, quem querem e porque querem. É uma pena, não posso perder meu tempo esperando que elas se decidam. Porque outra lição importante que a vida nos ensina é que ela é muito curta e preciosa para ficarmos só na espera, há muita vida para ser vivida enquanto tenho medo, enquanto me perco em sofrimento, enquanto me lamento. Por isso eu decidi. Tristeza sim, porque ela é parte inexorável da vida, mas por um tempo minimo determinado, porque eu sei bem o que quero. E eu quero é ser feliz!E quem quiser que venha junto, mas não demora, porque eu tenho pressa de viver...
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Quem perde?
Hoje comecei a pensar diferente. Comecei a ter a certeza de que quem está perdendo com toda essa demora é você e não eu. Você é quem está se privando de ter a companhia de alguém que te quer bem, de alguém que gosta de você e que você gosta. É você quem está perdendo se esforçando para se manter numa relação que não te faz bem, que você não acredita mais. É você quem está infeliz gastando energias para manter uma relação que não faz mais sentido, tudo para preservar uma imagem, uma história, ou sei lá o quê. É você quem está perdendo tempo não me tendo nos seus braços, não vivendo esse amor tão intenso e tão bonito. É você quem está perdendo de não viver aquilo que realmente deseja, tudo para ser o bom moço, ou para evitar maiores desgastes. É você quem corre o risco de me perder, de não poder usufruir uma relação que tinha tudo para ser o que você sempre sonhou. Porque, embora eu esteja triste com a escolha que você tomou e com o tempo (infinito) que você precisa para resolver sua situação, eu me mantenho livre e feliz. Meu dia a dia continua baseado nos meu princípios e desejos e não em apenas deveres e obrigações. Eu me mantenho ao lado de pessoas que me fazem bem, fazendo o que eu amo. Vendo ainda a dificuldade que você tem um tomar uma atitude para buscar sua felicidade, só me deixa mais claro que quem perde é você e não eu. E a perda será sempre sua e não minha...porque eu estarei sempre em busca do que me faz bem e não presa em algo por conta da simples aparência, ou porque os outros acham que deve se assim ou assado, eu estou sendo sempre verdadeira comigo e com mais ninguém. Hoje ficou bastante claro, minha visão está mais límpida e serena...aqui, o perdedor é você!
domingo, 2 de agosto de 2015
Lembranças
São tantas as lembranças, as memórias de tempos incríveis, de pessoas maravilhosas que encontrei em minha caminhada. Quando olho pra trás, por mais que tenho tido tempos difíceis também, a sensação que tenho é que sou uma pessoa mais que abençoada. Sempre quando olho pra trás, e eu costumo fazer isso muito, olho com saudades, com lágrimas nos olhos e sorriso nos lábios, meu coração se enche de alegria de ver as fotos, de lembrar das histórias, de pensar nas pessoas que encontrei e que por algum motivo há tempos não as vejo ou falo. Fico com a vontade enlouquecedora de juntar todo mundo e abraçar o mais forte que eu puder e agradecer, agradecer imensamente por cruzarem meu caminho e se doarem, o pouco que seja, para a construção da minha história. Olho pra trás com muito orgulho de tudo o que vivi, com a certeza de que faria exatamente tudo igual. Creio que é isso que a vida pede, vida, vida e vida, sem arrependimentos, só histórias das quais você amaria viver de novo! E que a caminhada continue, firme, forte e sempre!
sábado, 18 de julho de 2015
Gratidão
GRATIDÃO meu Pai, por todas as pessoas que passaram na minha vida, que fizeram e fazem parte da minha história. Obrigada, meu Pai, por entender que sem o amor não somos nada e não chegaremos a lugar algum. Por compreender que somos todos imperfeitos em busca da evolução e que o caminho é árduo e complexo, mas que bem acompanhados podemos enfrentar guerras que nunca imaginaríamos. Obrigada por conseguir admitir meus erros, mesmo que muitas vezes seja só entre você e eu. Obrigada pelas pessoas incríveis que só me motivam a crescer e a enfrentar toda essa loucura que é feita o nosso mundo. Obrigada, meu Pai, por ainda me sensibilizar e chorar feito uma criança quando deparo com a violência, com a injustiça, com o mal declarado, mas entendendo que tdo isso é apenas falta de amor. Obrigada pela minha família, que mesmo não chegando a ser a família dos meus sonhos é a minha família, aquela que me ajudou a ser quem eu sou e que por mais que eu ainda precise melhorar, acredito que sou uma pessoa de boas intenções. E sim, o mundo é feito de tentativas de boas intenções, porque é através delas que avaliamos os erros e acertos. Obrigada, meu Pai, por ter a clareza de que em 32 anos de minha existência eu tenha mais a agradecer do que pedir. Que assim seja pelo resto de minha existência. Amém!
segunda-feira, 13 de julho de 2015
A espera por você
Penso em você dia e noite, noite e dia. A ansiedade para que as coisas se resolvam está cada vez maior. Já não consigo disfarçar a insatisfação dos dias longos, da ausência dos seus beijos, do seu abraço apertado, da sua voz que acalma e acalenta meu coração. Sinto falta de você me chamando de branquela, dizendo que adora meu sorriso e que sorrio com os olhos. Sinto falta dos seus olhos verdes penetrantes, do seu toque que faz todo meu corpo estremecer, do encaixe perfeito dos nossos corpos, como se tivessem sido feito um para o outro. Sinto falta da nossa conversa matinal, de ouvir você contando suas histórias vividas antes de me conhecer. Não tenho duvidas que nosso encontro foi um encontro de almas, no tempo indevido, tenho que concordar, mas foi um encontro mágico, de desejo, de carinho, de saudade. Esses anos separados para aprendermos sei lá o quê, só nos fez ter mais certeza, mesmo que num tempo curto, que éramos para acontecer, que é você e eu pro resto da vida. E agora estou aqui, esperando para que a hora certa da gente viver o nosso momento aconteça. Confesso que tenho medo das coisas se atropelarem e de nada acontecer, de toda nossa magia não ser suficiente para suportar os obstáculos deste mundo, da gente ter se encontrado só por um respiro, mas que nossa missão desta vez não seja juntos. De qualquer forma, tenho a plena certeza de que de novo iremos nos encontrar, ou aqui ou no outro mundo. Te amo demais e sinto infinitamente sua falta. Que o tempo seja gentil com a gente.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Hoje
Hoje eu só queria que você estivesse aqui, pronto para me dar aquele abraço demorado, aquele beijo de tirar o fôlego. Hoje eu só queria que você me dissesse que estará sempre por perto e que poderei continuar minha caminhada com você do meu lado, sem medo de que em algum momento a gente siga caminhos diferentes. Gostaria que você me desse a mão, colo, que cuidasse e decidisse por mim, mesmo que só hoje. Queria, ao menos, que você já existisse...
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Texto de Ruth Manus
Muito além do valor do aluguel.
Voar: a eterna inveja e frustração que o homem carrega no peito a cada vez que vê um pássaro no céu. Aprendemos a fazer um milhão de coisas, mas voar… Voar a vida não deixou. Talvez por saber que nós, humanos, aprendemos a pertencer demais aos lugares e às pessoas. E que, neste caso, poder voar nos causaria crises difíceis de suportar, entre a tentação de ir e a necessidade de ficar.
Muito bem. Aí o homem foi lá e criou a roda. A Kombi. O patinete. A Harley. O Boeing 737. E a gente descobriu que, mesmo sem asas, poderia voar. Mas a grande complicação foi quando a gente percebeu que poderia ir sem data para voltar.
E assim começaram a surgir os corajosos que deixaram suas cidades de fome e miséria para tentar alimentar a família nas capitais, cheias de oportunidades e monstros. Os corajosos que deixaram o aconchego do lar para estudar e sonhar com o futuro incrível e hipotético que os espera. Os corajosos que deixaram cidades amadas para viver oportunidades que não aparecem duas vezes. Os corajosos que deixaram, enfim, a vida que tinham nas mãos, para voar para vidas que decidiram encarar de peito aberto.
A vida de quem inventa de voar é paradoxal, todo dia. É o peito eternamente divido. É chorar porque queria estar lá, sem deixar de querer estar aqui. É ver o céu e o inferno na partida, o pesadelo e o sonho na permanência. É se orgulhar da escolha que te ofereceu mil tesouros e se odiar pela mesma escolha que te subtraiu outras mil pedras preciosas.
E começamos a viver um roteiro clássico: deitar na cama, pensar no antigo-eterno lar, nos quilômetros de distância, pensar nas pessoas amadas, no que eles estão fazendo sem você, nos risos que você não riu, nos perrengues que você não estava lá para ajudar. É tentar, sem sucesso, conter um chorinho de canto e suspirar sabendo que é o único responsável pela própria escolha. No dia seguinte, ao acordar, já está tudo bem, a vida escolhida volta a fazer sentido. Mas você sabe que outras noites dessa virão.
Mas será que a gente aprende? A ficar doente sem colo, a sentir o cheiro da comida com os olhos, a transformar apartamentos vazios na nossa casa, transformar colegas em amigos, dores em resistência, saudades cortantes em faltas corriqueiras?
Será que a gente aprende? A ser filho de longe, a amar via Skype, a ver crianças crescerem por vídeos, a fingir que a mesa do bar pode ser substituída pelo grupo do whatsapp, a ser amigo através de caracteres e não de abraços, a rir alto com HAHAHAHA, a engolir o choro e tocar em frente?
Será que a vida será sempre esta sina, em qualquer dos lados em que a gente esteja? Será que estaremos aqui nos perguntando se deveríamos estar lá e vice versa? Será teste, será opção, será coragem ou será carma?
Será que um dia saberemos, afinal, se estamos no lugar certo? Será que há, enfim, algum lugar certo para viver essa vida que é um turbilhão de incertezas que a gente insiste em fingir que acredita controlar?
Eu sei que não é fácil. E que admiro quem encarou e encara tudo isso, todo dia.
Quem deixou Vitória da Conquista, São José do Rio Preto, Floripa, Juiz de Fora, Recife, Sorocaba, Cuiabá ou Paris para construir uma vida em São Paulo. Quem deixou São Paulo pra ir para o Rio, para Brasília, Dublin, Nova York, Aix-en-provence, Brisbane, Lisboa. Quem deixou a Bolívia, a Colômbia ou o Haiti para tentar viver no Brasil. Quem trocou Portugal pela Itália, a Itália pela França, a França pelos Emirados. Quem deixou o Senegal ou o Marrocos para tentar ser feliz na França. Quem deixou Angola, Moçambique ou Cabo Verde para viver em Portugal. Para quem tenta, para quem peita, para quem vai.
O preço é alto. A gente se questiona, a gente se culpa, a gente se angustia. Mas o destino, a vida e o peito às vezes pedem que a gente embarque. Alguns não vão. Mas nós, que fomos, viemos e iremos, não estamos livres do medo e de tantas fraquezas. Mas estamos para sempre livres do medo de nunca termos tentado. Keep walking.
Assinar:
Postagens (Atom)