domingo, 26 de abril de 2015
Tudo o que eu queria te dizer
Eu queria dizer que apesar de ter sido necessário que terminássemos para que eu pudesse enxergar tudo aquilo que teimava em não ver, se eu pudesse voltaria ao tempo. Daria tudo para te ter de novo, para não tirar o seu chão e muito menos o meu. Não queria ter quebrado a coisa mais linda que eu já tive: a parceria, o amor, o companheiro. Ao mesmo tempo, me sinto patética ao entender que só eu vivi e vivo isso. Hoje você brinca com meus sentimentos, não tem cuidado com o que promete, com o que diz, com o que quer. Deixa que eu crie fantasias a partir das suas pequenas aberturas e me faz ficar de joelhos em qualquer tempo. Eu queria dizer que lamento você ter medo, ou não ter mais amor, se é que algum dia teve, lamento não poder colocar em pratica todos os meus sonhos com você. Lamento não termos casado, não termos tido filhos, não ter dado a chance de continuar uma história que tinha tudo para dar certo. E lamento mais ainda lamentar tudo isso, porque nada fará com que o tempo volte, ou que a dor passe. Eu queria dizer que embora me pareça impossível estou colocando um fim nessa história, simplesmente não posso continuar num barco que você deixou, mas que faz parecer que a qualquer momento retornará. Estou pondo um fim naquilo tudo que imaginei e esperei ter. Não há voltas, nem remorso, nem piedade, nem amizade, de hoje em diante é como se você não tivesse existido, nem você, nem eu, nem nós.
sábado, 25 de abril de 2015
E a gente aprende que nem aquele que se ama tanto e que se admira tanto está livre de nos decepcionar. E o pior que depois de tudo que passamos, quando você tinha tudo para me decepcionar, inclusive razão e justificativa, não o fez. Gostaria de entender apenas por que agora? De fato o dia da praia chegou, pena que só pra você e não para nós.
terça-feira, 14 de abril de 2015
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Partida
Sentimentos confusos, ilusão do tempo, imaginação profunda. Qualquer que seja o motivo que você não sai da minha cabeça o fato é que não sei mais o que fazer. Me sinto de mãos atadas, acreditando em algo que poderia existir. Crio desculpas e razões para o seu silêncio, para o seu afastamento, crio medos invisíveis e justificativas insanas para o seu não querer. Tento, de todas as formas, não enxergar aquilo que você me mostra, a não ouvir aquilo que sem palavras você grita. Encaro nas suas ações, ou melhor dizendo nas suas não-ações motivos que acredito serem razoáveis para nos manter afastados. E por que eu insisto? Ah, essa é a questão que não me deixa, que vai me acompanhar, infalível, como uma sombra. Será mesmo amor? Paixão? Desespero? Solidão? Orgulho ferido? O que é isso que não sai e não deixa ninguém entrar? Talvez eu nunca descubra e pra quê descobrir? se tudo o que eu preciso é deixar você ir, sem mas, sem por quê, sem olhar pra trás, sem tentar te convencer que o melhor lugar é aqui, mesmo não sabendo onde fica este aqui...
terça-feira, 18 de novembro de 2014
Bem no Fundo
No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.
Paulo Leminski
domingo, 9 de novembro de 2014
Querendo enlouquecidamente me apaixonar. Por que está tão difícil encontrar alguém que realmente faça valer a pena? Que não venha cheio de dengos e de palavras que só dizem mentiras. De olhares que amanhã nem vão se lembrar ter dado. Tudo está tão vazio, cheio de nada. E eu tento escapar, de ter que voltar e te pedir novamente para reconsiderar se ainda existe o nós. Você foi o melhor que eu pude ter e até agora ninguém tomou o seu lugar e eu pergunto por quê? Porque não é fácil para mim, como é para todo mundo? Porque ainda estou sem tampa, porque mesmo completa de mim ainda me sinto tão vazia?
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
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