sexta-feira, 25 de maio de 2012
Ah os relacionamentos...o desejo, a posse, a paixão, o amor, o carinho, os beijos ardentes, a vontade, a cumplicidade. Às vezes penso que nada disso me pertence, meu desequilíbrio emocional me faz crer que não mereço um amor. Meu egoísmo não me permite a entrega verdadeira, o medo que em mim habita faz eu querer distância de tudo que parece bom, que parece real. É quando volto a pensar no meu sentido de viver, a minha utilidade nesse mundo do qual inúmeras vezes não me sinto fazendo parte. Parece melancólico e dramático mas é realmente o modo que vejo e sinto...e mais uma vez eu preferiria não existir!
terça-feira, 15 de maio de 2012
Penso que a dor deveria ser mais leve para aqueles que se curvam diante dela. Já não tenho mais desespero diante da ruína, não me desequilibro em frente a um amor que se vai, não pratico mais loucuras como forma de sentir menos dor. Hoje a aceito de braços abertos, deixo que venha, derrube meus muros de segurança, desfaça minha cama, despenteie meus cabelos, leve tudo aquilo que pensei que fosse meu...derrubo apenas algumas lágrimas, e dou de novo as mãos para a solidão. Agora de forma mais lúcida, com mais classe, mas não com menos dor.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Desesperança
Hoje foi um daqueles dias...
Dias em que tudo não faz sentido. Meu trabalho, meus colegas, meus amigos, meus relacionamentos, o ar, o caminho, a estrada, o bom dia, a rotina, a cama, o namoro, o casamento, os filhos, a discórdia, o amor, a paz, o livro, o conhecimento, a religião, as contas, o dinheiro, a falta de dinheiro, o carro, a preocupação, o egoísmo, a distância, o medo, o sonho, a coragem, o apego, o desapego, a conquista, a perda, os parentes, a doença, a saúde, o susto, a miséria, o bem, o mal, o bom senso, o sexo, a paquera, todo sofrimento, o choro, a lágrima, o tombo, o sorriso, o agradecimento, Deus não faz sentido e nem mesmo a vida. Hoje é um daqueles dias que tudo o que eu queria é dormir e não acordar mais. Ainda bem que é só hoje um daqueles dias, amanhã volta tudo ao normal.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
De frente com o passado
Viajar para Londrina é sempre me deparar com o passado mal resolvido, aquele que quando a gente olha não gosta do que vê, aquele que a sujeira ficou toda escondida debaixo do tapete sem ninguém saber o porquê. Dessa vez não foi diferente, logo na entrada numa conversa mal entendida surgiram de novo aquilo tudo do qual eu não aguento mais pensar e muito menos falar, mas que me toca de um jeito inexplicável. O ponto chave do qual eu levei anos para me dar conta foi de que o que faltou nessa história toda foi sinceridade e muita confiança. É, aquela sinceridade de olho no olho, do jogo limpo com o sentimento dos outros, no qual, sem demagogia nenhuma, só eu tive. Só eu tive coragem de desesperadamente declarar meu amor inúmeras vezes, de me mostrar por inteiro para quem quer que fosse me julgar, de gostar de beijo na boca sem precisar me esconder, mas ser capaz de ser fiel e verdadeira quando esse beijo fosse especial. De pedir, de implorar para ser a única na vida daquele que me era querido, de dizer que ainda não estava pronta para amar de novo, de dizer que tinha medo de novas feridas. Só eu tive coragem de chorar no meio da multidão, em frente a olhos venenosos por ter sido atingida por pura maldade. Só eu tive coragem de pedir desculpas por ser um "peso", de dizer "eu não fiz isso" e precisar de outro para acusar. Só eu tive coragem de ficar em silêncio quando a vida de outros estava envolvida. Só eu fui capaz de dizer "estou com ciúmes", "fica comigo". Só eu tive coragem de viver intensamente sem pensar no que diriam, no que achariam, sem precisar me esconder por trás de máscaras. Fui a única que não precisei atacar para me defender. Paguei meu preço,tornei-me uma pessoa sem confiança, alvo de fococas, passei por alguém que provavelmente nunca teve sentimentos, que bebia e dançava enlouquecidamente que me escondia atrás de amizades inteiresseiras. Eram o que pensavam, mas não foi o que constataram. Claro que nem de tudo eu me orgulho, mas o que nunca vou me arrepender é de ter sido verdadeira em cada sorriso, em cada beijo, em cada amizade, em cada palavra e principalmente em cada lágrima. A lição que tiro de tudo isso? Nada como tempo pra mostrar que o só o que é puro e verdadeiro permanece! E de hoje em diante tenho meu passado limpo e esclarecido, nada de rancores, apenas dó daqueles que não tem coragem de fazer o mesmo!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Sossega teu coração, despreenda-se do mundo, dos erros e egoísmos humanos que não compreendem a verdadeira beleza da vida. Sossega teus pensamentos, tuas cobranças insignificantes diante da grandeza do incompreensível universo. Deixa-te levar pelo coração despojado de menina que só vê a bondade que só procura o amor. Doa-te por inteiro na suas crenças que podem não ser as mais certas, as mais comuns, mas que são as mais verdadeiras. Grite ao vento toda frustação daquilo que pensas que poderia ser diferente, mas não é. Destoe as cores, dispa-se da inveja, da preguiça, da vergonha. Levante o rosto para o céu, veja o pôr do sol e siga sua vida. Uma vida que pode ter caminhos espinhosos que pode ter dores irreconhecíveis por outros, mas que possui um tom único, uma simplicidade que só você pode saber.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Insatisfação
Não sei de onde vem essa minha insatisfação, essa inquietude. Parece-me difícil permanecer no mesmo lugar e manter minha motivação acesa. Os dias sempre iguais, o mesmo caminho, as mesmas pessoas, por que a paixão se foi? Por que minha empolgação não dura mais que alguns pequenos dias? Por que essa constante inconstância em meu ser? Esse paradoxo de querer se estabelecer em um lugar só ao mesmo tempo que estar no mesmo lugar por mais de alguns meses já me fazem enlouquecer. E eu me pergunto: o que falta? Quando sentirei paz? Sossegar satisfeita por tudo que estou fazendo? Quando que vou sentir que estou no caminho certo, que é aqui que devo ficar? Não sei. Por mais uma vez, entre as infinitas vezes, me sinto confusa. Quero ganhar o mundo de uma forma que ainda não descobri qual. Mas o coração clama por atitudes, por aventuras, pelo novo, pelas cores....cores de almodóvar.
sábado, 7 de janeiro de 2012
Aquilo que ainda não veio
O ano mudou, mas a energia que normalmente também se renova com ele, não chegou. Não sei ao certo explicar o que aconteceu. A troca de ano me deixou triste, trouxe a força de uma introspecção com objetivo ainda não identificável. Aquela vontade de chorar e me recolher num canto indisponível por tempo indeterminado veio sem aviso. Acontece que a vida não pára para que possamos ter esses momentos tão necessários e importantes. Estou tendo que ficar presente num mundo que não estou reconhecendo. Continuo escutando e vivenciando histórias doloridas que precisam de extremo cuidado, paciência e compreensão. Preciso de um tempo, um tempo para mim, para renovar as energias, um tempo para encontrar aquilo que preciso para continuar. Ainda não sei como vou fazer isso, ou mesmo se conseguirei fazer. O fato é que os dias correm, o tempo passa e a vida é apenas um suspiro que nunca sabemos quando terá seu fim.
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