quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Você!

Estou cansada de você. Não tenho mais paciência para a sua melancolia, sua ladainha diária sua ingratidão eterna. Se faz vitima das situações, requer uma atenção excessiva da qual eu não dou mais conta. Chora pelos cantos lamentando coisas passadas, feridas que não fecharam e nunca vão fechar. Supere. Estou cansada de ouvir tudo aquilo que você poderia ter feito diferente e não fez, tudo aquilo que sem paciência você não soube esperar. Estou cansada da sua loucura refletida nos olhos, nos seus atos, nos seus pensamentos. Estou cansada da sua desconfiança sem precedentes, da sua história triste e da sua revolta. Estou cansada do fato de você não ver as cores da vida, de nada fazer sentido pra você. Estou cansada da sua má sorte, da sua visão limitada do que é o mundo. Estou cansada do seu ciúmes, da sua voz, das suas roupas, do seu corpo, da cor do seu cabelo. Se eu pudesse iria embora agora mesmo, sem olhar pra trás, sem arrependimento. Se eu pudesse não conviveria nem mais um minuto com você. Mas eu não posso. Tenho que suportar sua presença diária na minha vida. Vida que é a mesma que a sua, pois eu sou você.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Quando olho a minha volta não vejo mais ninguém com quem eu possa conversar. Ninguém que ainda tenha paciência para minhas histórias passadas, inseguranças eternas, a culpa que me deixo levar sem saber ao certo se sou digna dela. Achei que o tempo e um novo relacionamento pudessem me fazer uma pessoa diferente que eu poderia superar alguns traumas que me alcançaram em um determinado momento da minha vida. Tudo sonho, puro achismo. Vejo que não amadureci como gostaria. Estou cometendo os mesmos erros e não consigo mudar. Estou rodando em círculos achando que todo ser humano é feito da mesma farinha. Embora saiba que existem diferentes ingredientes não consigo agir como se soubesse. Isso me faz pequena, me faz mal, me faz querer estar sozinha. Penso que talvez eu não seja para relacionamentos, que sempre, em algum ponto, vou estragar tudo. Vou começar a agir como uma louca controladora que não acredita em ninguém, que não acredita que uma pessoa possa ser completamente fiel e justa. Que ninguém possa me amar "para o todo sempre". Mas é claro, como alguém pode gostar da pessoa que você se transforma? Acho que ainda preciso de muita solidão pra aprender a ficar junto. Quem sabe numa outra vida....

sábado, 3 de setembro de 2011

Confiança

Como eu gostaria de ter a inocência que antes me permitia confiar em tudo e em todos. Aquela mesma inocência que me fazia crer que meu pai era o meu herói, que meus pais tinham o casamento dos sonhos e que meu príncipe encantado chegaria no cavalo branco! Gostaria de voltar a acreditar que todas as palavras são sinceras, que todas as intenções são sempre as melhores. Gostaria de voltar a crer no papai noel, coelho da páscoa e principalmente em contos de fada onde todo amor é pra sempre. Acreditar que aquela pessoa que a gente quer bem nunca irá nos decepcionar, que nós mesmos nunca decepcionaremos ninguém. Confiar cegamente, eu queria poder fazer isso. Porque quem confia tem paz de espírito, tem tranquilidade no coração. Não sei ao certo dizer o que aconteceu com toda minha inocência, mas creio que a própria vida nos encarrega de mostrar que nem tudo são flores, embora eu deseje muito voltar a ver flores.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Saudade

A saudade sempre bate em minha porta. Insistente como ela só, tenta entrar sem ser convidada e fica por dias, por horas, pelo tempo que ela acha necessário estar. Na verdade acho que ela nunca vai embora, no máximo se esconde no armário junto com a roupa suja, só esperando uma boa oportunidade para aparecer novamente. A saudade me faz querer tudo de volta, tudo o que eu já tive, o que vivi. Faz de mim refém do passado, dos amigos que não são mais amigos, dos momentos que já não existem mais, das cidades que já parti, da cumplicidade e alegria que se acabou. A saudade me traz tristeza, traz melancolia, mas traz também e, principalmente, a alegria. A alegria por ter vivido momentos incríveis, coisas grandiosas e por ter aproveitado cada minuto, cada parte importante da minha história. Por isso que às vezes, mesmo sem perceber, facilito a entrada e permanência da saudade, assim posso lembrar e agradecer por ser uma pessoa abençoada!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

O que eu posso dizer? Que talvez eu pense mais nos outros do que em mim mesma? Que eu não tenho a retribuição que gostaria?

Mas o que é o amor se não o dar sem esperar nada em troca? Difícil a prática dessa definição para humanos como eu, que ainda tem seus defeitos. O fato é que talvez eu tenha que pensar mais em mim, no que eu gosto, no que eu quero. Voltar a minha felicidade pra mim mesma e não baseada nos outros. Mas será? Porque a vida me diz que não é bem assim, que por mais que as pessoas possam nos deixar tristes e magoadas são elas também que nos dão a alegria que nos dão companhia e o conforto....

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mudanças indesejadas

Agora, talvez, eu possa entender um pouco da tristeza que carrego, que faz imensurável força pra ficar, para permanecer em minha vida. Mudança. Essa é a palavra que vem me aterrorizando ao passar dos anos e pela qual eu ainda não havia dado conta. Não sabia que era isso que eu temia, que é isso que tanto me assusta e me incomoda. Eu já tinha tido sinais de que mudanças nem sempre são agradáveis. E por um instante, hoje, me dei conta de tantas mudanças que ocorreram em minha vida das quais não me sinto satisfeita. A entrada na faculdade foi a coisa mais maravilhosa que poderia me acontecer, com ela vieram grandes responsabilidades e transformações que eu levaria para o resto da vida. Foi com ela também que veio a separação definitiva da minha vida e de minha irmã, os anos de diferença que nos separam nunca foram favoráveis para que nós nos conhecêssemos de verdade, em cada fase da minha vida minha irmã estava seis anos adiantada e bem isso nos trouxe uma distancia nunca diminuída. Nós não tivemos amigos em comum, não fomos companheiras e nem parceiras em nenhum momento. Seu casamento na época foi para mim apenas mais uma festa, afinal eu já estava acostumada a não tê-la por perto...

Durante a faculdade grandes amizades foram encontradas, grandes histórias realizadas, um grande amor nasceu e morreu ali, na cidade que para mim foi o lugar onde vivi a melhor época da minha vida. Época essa em que podia se viver tudo o que desejasse, a época em que eu podia me arrepender do que quisesse que ainda haveria tempo de fazer diferente. A época da minha juventude, época em que não tive tempo para pensar no me esperava, nas despedidas que eu teria que participar, das pessoas que eu teria que me separar.

E mesmo sem tempo de pensar chegou a hora em que o sonho acabou. A formatura chegou e mais uma vez as mudanças tomaram conta da minha vida, que desde então nunca mais foi a mesma. E nem teria como ser, um dia precisamos crescer, mesmo não querendo. Minhas melhores amigas de infância se casaram, algumas tiveram filhos, outras arrumaram empregos distantes, algumas amizades foram desfeitas, alguns partiram para lugares que não posso visitá-los, outros começaram a namorar e eu fui para o outro do lado do Brasil.

Mas não importa onde estou, onde meus amigos estão, onde minha família está. Desde que me formei até hoje não consegui me encontrar, não consegui descobrir o que tenho que fazer, nem o que preciso construir pra ser feliz. Não consigo me sentir parte de nada. Vejo que todos, de uma forma ou outra seguiram em frente, eles não tem tempo para pensar no sentido da vida, qual o seu significado ou o que estamos fazendo aqui. Isso porque eles têm uma vida para viver e eu, infelizmente, não consigo ter.

Por mais que eu tente ter paciência, que eu busque artimanhas para me livrar desta dor, dessa tristeza eu simplesmente não consigo. Não gosto, não aceito as mudanças que me impuseram. Não quero crescer e deixar aquilo que foi bom. Não quero ter que cuidar de mim mesma sozinha, embora seja isso que todos nós fazemos, desde nosso nascimento até a morte...Eu não quero!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Via Láctea











Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho
Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz...

Mas não me diga isso...

Hoje a tristeza
Não é passageira
Hoje fiquei com febre
A tarde inteira
E quando chegar a noite
Cada estrela
Parecerá uma lágrima...

Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor...

Mas não me diga isso...

É só hoje e isso passa
Só me deixe aqui quieto
Isso passa
Amanhã é um outro dia
Não é?...

Eu nem sei porque
Me sinto assim
Vem de repente um anjo
Triste perto de mim...

E essa febre que não passa
E meu sorriso sem graça
Não me dê atenção
Mas obrigado
Por pensar em mim...

Quando tudo está perdido
Sempre existe uma luz
Quando tudo está perdido
Sempre existe um caminho...

Quando tudo está perdido
Eu me sinto tão sozinho
Quando tudo está perdido
Não quero mais ser
Quem eu sou...

Mas não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...

Não me diga isso
Não me dê atenção
E obrigado
Por pensar em mim...