quinta-feira, 6 de junho de 2024

Parei de tentar usar palavras tão sofisticadas com você para poder expressar meus sentimentos. Por alguma razão achei que as palavras fossem mais importantes do que de fato o que eu sentia. Mas elas não importam. O que importa é que de alguma forma depois de nos esbarrarmos tanto pela vida nós nos olhamos com outros olhos. Na verdade devo a você esse outro olhar, você foi a primeira a perceber que poderíamos ser mais do que já tinhamos sido. Chegou devagar, brincando e mostrando a sua beleza de uma mulher que sabe o que quer.E não demorou muito para eu me encantar pelo seu jeito. Toda autoconfiante, alegre e expressiva, a cada dia com você meu desejo só aumentava. Seu companheirismo, sua paciência e a vontade de ser melhor a cada instante é o que mais me fascina, não há um minuto que não pense em você. Longe de achar que podemos ser perfeitas, mas sempre acreditando que juntas podemos encontrar caminhos mais significativos...

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Apresente-se

Prazer, essa sou eu Sou carente, mas gosto de liberdade Viajar é o meu lema Bipolar e total flex Segredos que nem todos conhecem Tenho tatuagens espalhadas pelo corpo Cada uma representando uma passagem importante da minha vida. Sou aquela que reza pra ser levada, mas só de pensar em ir já caio em desespero. Achava que meu trabalho era tudo até ele não ser nada. Gosto de músicas, filmes e séries. Adorava fazer palhaçadas, mas ao longo da vida fui perdendo o jeito e a vontade Entre altos e baixos sou feita de melancolia e solidão Não é difícil me agradar, só se fazer presente e me aguentar Abraços são sempre bem vindos, se quiser é só chegar Prazer, essa sou eu!

sexta-feira, 28 de abril de 2023

O amor tranquilo

Chega de mansinho como não quer nada Vai invadindo a vida, tomando os espaços Aumentando os afetos Tem cheiro de flor quando ri É como olhar o mar em sua imensidão Sentir-se sempre abraçado no tumult dos dias É cobertor em dia frio Traz calmaria e agitação na dose certa É não precisar dizer nada Só se entender num olhar Um amor tranquilo era tudo o que queria...

Planejamento

Lavar roupas sujas só às segundas e com delicadeza Deixar secar ao ar livre Não antecipar pagamentos de contas Fazer lista do supermercado só com o essencial: arroz, feijão e muito chocolate Tomar chá de camomila diariamente Limpar o guarda roupa e doar o que não for mais útil E não esquecer de beber muita água

A palavra que me cabe

É difícil de acreditar que uma só palavra Possa me conter por inteira Uma palavra que me seguirá a vida toda Na alegria ou na tristeza Até que a morte nos separe Uma única palavra que pode dizer muito E pode não dizer nada Pequena idosa é seu significado priscila e não Patricia esta é a palavra que me cabe

Coragem para atravessar

Atravesso a porta com desconfiança O sentimento é de angustia e leveza Não tenho certeza se devo continuar Onde será que essa porta me levará? Será que estarei em perigo se continuar? Mas a certeza de que devo atravessar é maior Ao passar a imensa porta vejo uma luz Uma luz que ilumina uma pessoa na distância que estou não consigo identificar Parece alguém conhecido, mas só quando chego mais perto è que me dou conta que a luz ilumina um outro eu O que isso significa? O meu tão sonhado encontro comigo mesma? Ao olhar para mim como um espelho Vejo as marcas do tempo, das dores, da felicidades, Um filme se passa em minha mente E só assim percebo a falta que sentia de mim

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Eu não sei exatamentante onde dói, mas eu sei que dói, tanto que chega a perfurar o quer que seja. E não é de hoje que isso acontece, não há explicações racionais para o que sinto, só há o sentir. Um esvaziamento, uma tristeza infinita, uma imensa vontade de não existir. E no outro dia, aquele banhado a sol, vem a alegria de estar viva, de achar que a vida é maravilhosa, que todas as oportunidades são uma benção e o que eu devo à vida é só gratidão. Essa montanha russa é insana, deixa roxos para todos os lados, me tira do centro, me tira o foco. Faz pensar que eu não sei o que sou, o que quero, o que desejo....me deixa marcas irreparáveis...culpa, solidão, ingratidão. E o que fazer? Só esperar que seja só mais uma fase...
São tempos sombrios e me dói não reconhecer em meu semelhante os valores que tanto aquecem meu coração. Por vezes tento entender o que nos levou a essa distância que parece infinita, o diálogo não parece mais possível, não há escuta, só julgamentos e certezas: eu estou com a razão e você não! E para onde isso está nos levando? Com certeza para um abismo sem fim, um buraco de onde será difícil sair.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

não lembro que horas o relógio marcava só sei que foi assim na plataforma esperando o metrô que ela entendeu que precisava da solidão daquela mais dura mais seca mais silenciosa ela precisava se entender de novo precisava saber que somos sim, as nossas falhas mas não só e depois de tantas horas com a cabeça atormentada ela enfim sentiu o peito desinchar e depois de tanto tempo perdida ela parou de esperar qualquer coisa de alguém e finalmente se encontrou em si mesma aí vagou sozinha no vagão lotado Ryane Leão
Por aqui ainda um vazio avassalador, certezas aos pedaços, sentidos destruídos. Questionamentos intermináveis, um buraco negro sem fim, os dias se arrastam sempre na tentativa de se descobrir um prazer, um caminho, mas a noite chega e tudo continua sem perspectiva. O cansaço de entrar sempre no mesmo buraco e se debater é desgastante demais. Os dias permanecem nublados até que o sol possa novamente brilhar, mas será que ele irá brilhar?

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

2020

Esse ano foi realmente um ano de morte, real e simbólica. Foi nesse ano que minha transferência, ainda má digerida, se deu. Logo no inicio, no dia 10 de janeiro de um ano novo cheio de possibilidades a minha porta da certeza se fechou. Passei por uma decepção marcante em que ainda é dificil acreditar que pessoas caras a mim puderam me enganar e me trair de forma tão perversa. Mal sabia eu que o ano só estava começando, dois meses depois da minha transferência veio o Coronavirus arregassar ainda mais as minhas certezas, destruir minhas convicções e me distanciar, mesmo que fisicamente, de quem eu mais amava. Foram meses de reflexições, arrependimentos e choros. Perdida, sem rumo, cheia de raiva e mágoas me perdi de mim. Comecei a duvidar de tudo que havia construído, de quem eu era e do que iria continuar sendo. Até hoje acho que não me encontrei, ainda luto tentando entender o que ocorreu e buscando o que vai me fazer novamente feliz. Por um momento, cheguei a voltar a acreditar em mim profissionalmente, mas talvez tenha sido só a crise falando por mim...até quando isso seguirá? Queria tanto me reencontrar...mas ainda sigo na busca!

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

TAB

Após passar pela minha segunda crise comecei a me questionar quem eu era. Se o transtorno já vinha há tempos, só havia passado despercebido por minha familia, meus amigos, por mim mesma. A sensação de desconhecimento de si é simplesmente terrivel, a gente se pegunta se toda nossa vida foi mentira, se tudo o que fizemos foi resposta de nossos impulsos se o transtorno sempre teve voz mais alta e se teve qual a minha voz nisso tudo? E por que justo agora na vida adulta ele ficou tão aparente a ponto de me deixar completamente sem rumo. Por outro lado as conexões de que esse momento de crise permite é fascinate, parece que tudo fica mais claro, todas os nossos conflitos, nossos medos ficam desvelados, nus prontos para serem analisados. E mais, fico pensando em todos meus antepassados e as pessoas que sem conhecimento foram designadas loucas, o tanto que isso trouxe de sofrimento, porquem mesmo hoje que sabemos nomear essas crises nem por isso elas deixam de ser dolorosas e nos causarem estranhesa. E é aí que me lembro da frase "nada do que é humano me é estranho" será mesmo? Ainda luto para poder entender quem fui, quem sou e quem quero ser.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Cura

Sim, a cura às vezes demora mais do que gostariamos. Principalmente quando aquilo que nos machucou não foi apenas um simples golpe, mas sim vários golpes disparados em instantes, segundos, minutos ou anos. O tempo e a velocidade do quanto nós conseguimos nos reerguer diante das diversidades da vida depende da profundidade das coisas que nos machucaram. Depende ainda do quanto nós já apanhamos e aguentamos na vida, e o quanto estamos munidos de quem nos ama para nos segurar a cada golpe. Ano passado foi um desses anos que vieram tantos golpes seguidos, rápidos e vindos de tantos lugares distintos que não foi possível conseguir me reerguer ou me apoiar nas redes de proteção que costumam estar por perto. A queda foi tão grande e dolorida que permaneci em estado de coma desde janeiro do ano passado. Mas aos poucos, como em todo processo, fui percebendo do que eu precisava, do que eu era capaz de fazer, finalmente relembrando de quem eu era. Pela primeira vez, em muitos anos me permiti sentir intensamente cada dor, lamentar por ter ficado tão presa a ela e agradecer pelo aprendizado. Consegui até rir de mim mesma por ser tão teimosa e tão apegada a quem eu amo. Nunca a frase "te amo em liberdade" fez tanto sentido. E assim, enquanto a cura deste ciclo se fecha, novamente me sinto pertencendo, produzindo e criando. E que felicidade isso me trás.

segunda-feira, 5 de abril de 2021

Será que é justo, no meio de tanta gente lutando para sobreviver, a gente se render ao desespero e desejar que estivessemos entre os mortos? Fantasiar que pudessemos estar entre as estatisticas, mas que também poderiamos estar longe desse caos que se criou? Quem sabe estar em companhia de quem já nos deixou, num lugar cheio de árvores, um lago, flores, olhando para tudo isso como um passado longiguo. Será que é muito egoismo desejar não viver mais só para não vivenciar tanta dor, tanto descontentamento, tanto luto, tanta decepção com pessoas que amamos? Será que haverá vida pós pandemia? Ou melhor, que vida existirá depois de tanta destruição? Será que haverá coragem suficiente para ultrapassar toda essa desordem?

terça-feira, 12 de janeiro de 2021

E de repente a gente volta a acreditar que somos guiados por uma força universal que mesmo sem a gente entender como e porque tem tudo calculado e cronometrado. Não adianta a gente fazer birra, chorar, lamentar, bater os pés, as coisas vão acontecer independente de nossas vontades, desejos. Mas se você estiver de alguma forma conectado com essa força superior as coisas simplesmente voltam a acontecer de um jeito tão harmônica e mágico que mesmo tendo vivenciado isso mais de uma vez fico embasbacada de como o universo pode ser incrivel. E o oposto também é verdadeiro, para mim é tão claro como a água de que quando as coisas não vão bem e deixamos nossa energia baixar tudo de ruim nos acontece. Tenho provas e provas disso, mas que bom que também tenho provas de sua magia de que quando pedimos e esperamos as coisas acontecem. Hoje é um dia deles e tão simbolico que neste mesmo dia há um ano atrás eu estava sofrendo a pior injustiça desta minha existencia e hoje neste mesmo dia consigo ter meus pedaços colocados no lugar e me sentir restaurada. Pode ser que o universo esteja me mandando para uma armadilha, mas confiar é preciso! E eu confio, não sem antes duvidar, mas é só a mágica acontecer que não tem como não dizer que algo maior está por trás. Por isso hoje sou só gratidão por tudo de bom e ruim que me aconteceu e me tornou quem eu sou. Às vezes, a situações no testam, fazem a gente duvidar de si mesmo, mas no fim, quando deito no travesseiro é só orgulho que sinto de mim! De mim e do meu anjo guardião, uns dos melhores deste nosso universo :)

quinta-feira, 7 de janeiro de 2021

São tempos tão dificéis que me sinto sem palavras para expressar o que ando sentindo. Parei para pensar que nem sei mais, em meio a tanto tumulto, o que desejo de agora em diante, pelo menos para mim...os desejos que me passam são sempre relacionados aos outros, para que sejamos melhor em termos de coletividade, mas há quase um ano que não sei o que desejar para mim mesma, o que quero para mim e minnha vida? Claro que o simples sempre me traz brilho ao olho, as pequenas coisas, os encontros com os amigos, as viagens, mas todas essas possibilidades ficaram para trás, no meio do novo normal a gente vai tentando sobreviver. É tá tão difícil sobreviver, distante de quem amamos, sendo obrigada a ver todos os dias, esfregado na minha face o que a desigualdade social faz com as pessoas, o limite que elas chegam e isso me faz pensar tanto, mas ao mesmo tanto me faz desejar tão pouco...que tempos são esses?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

O que você está pensando?

Sabe o que estou pensando, querido blog? Que simplesmente não é possivel ser feliz tendo o presidente que temos. Sabendo que nos dias de hoje ainda temos que explicar o óbvio e que tenha tanta gente mergulhada em tanto ódio que não consiga enxergar um palmo a sua frente, muito menos ao seu lado. Não é possível acreditar que em pleno ano 2020 quando pensamos que dominariamos a tecnologia, que encontraríamos a cura para tantas doenças que quase poderiamos ser susbstituidos pelos robos há tanta gente na miséria, a beira de uma sociedade machista, egoista e preconceituosa. Sinto tanto pesar que é dificil respirar nesse ar tóxico que se transformou nossa sociedade. É quase impossivel dar um passo para frente e não pensar que estamos só retrocedendo. Me falta chão, o ar e as palavras para descrever tanta tristeza e sofrimento, tanta alienação. Chego a pensar que não estou preparada para este enfrentamento, que isso exigirá demais de mim, mais do que posso aguentar...

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

O mar calmo finalmente me alcançou, mas há tanto desalinho nessa calmaria que chego a pensar que não é amor, que não há carinho. Mas são tantas as conexões que nos ligam, tanto sentimentos vividos da mesma forma que acredito mesmo que o universo nos uniu para dar um acalanto, um carinho dizendo: "olha aqui, você não está sozinha, há muito o que se viver e viver com amor". Um amor calmo e sereno, dedicado, gentil, daqueles que faz de tudo para estar com você independente de todos os conflitos e impecilhos que o caminho possa trazer. E embora ainda seja estranho que em meio de tanto caos eu possa ter encontrado a minha paz quero somente aproveita-la o máximo que puder. E para isso tenho tentado me manter atenta e aceitar que posso sim ser merecedora de tanto. E como tudo na vida esperamos que seja eterno enquanto dure...

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

Os dias andam mais solitários,o trabalho voltou presencial e a dor da solidão ficou mais nitida, mais pesada, mais dolorida. Passo o dia escutando as dores alheias e quando chego em casa só o gato me aguarda, com seus miados altos chamando atenção para um carinho. Após o banho ligo a TV, mas não vejo mais noticias, meu estômago se tornou sensivel e o enjoou logo vem quando ouço os absurdos disparados pelos politicos, pelas pessoas sem conhecimento e cegas por vinganças. Não há mais diálogo possível, cada um vomita suas verdades e laços são desfeitos. Cansei de ser tolerante com a intolerância. Os amigos antes tão perto se perderam na exaustão do isolamento, cada um sofre em sua individualidade, já não há mais chamadas de video, não há comemorações virtuais, não há mensagens otimistas. O tempo continua passando rápido e a falta de perspectivas do fim dessa pandemia nos traz mais angustias e dilacera a esperança de um novo normal que pudesse trazer mais consciência, mais dignidade, mais justiça social. No fim, continuamos os mesmos egoístas, preocupados apenas com nossa próprio prazer, sem nenhuma noção do coletivo. Sigo tentando encontrar um sentido maior para tudo isso e tentando entender o que não tem entendimento. E os abraços continuam proibidos, os encontros de lazer não chegam e seguimos sendo engrenagem de máquinas num sistema desumano.

terça-feira, 28 de julho de 2020

A mulher que eu fui, a mulher que eu sou

Nesse tempo de quarentena tem sobrado tempo para pensar na vida, no passado, no que conquistei e no que ainda almejo. Na verdade, desde o inicio desse ano tenho sido desafiada a buscar um novo sentido para as coisas, ressignificar a minha existência. Desde o dia 10 de janeiro tenho vivido uma turbulência de sentimentos que só amplificaram com a pandemia. Tudo se tornou tão intenso que mal consigo me expressar em palavras. Aliás, o que mais me faltou esse ano foram palavras que pudessem dizer 10% do que eu estava sentindo. Tudo aconteceu tão rápido, tão inesperado, que as vezes acordo achando que estava em um pesadelo. Mas não, é só abrir os olhos, ligar a televisão para saber que tudo o que estamos vivendo por mais surreal que pareça é real. Eu diria que esse ano foi perdido em muitos sentidos, no trabalho, no amor, na amizade, mas olhando bem posso ver que sem querer se tornou um ano sabático para mim. Em que deixei tudo de lado e tive que olhar para dentro, tão dentro que parecia que não sobreviveria ao meu próprio olhar, foram momentos de afundar em mim, olhar para tudo o que eu havia passado até o momento, todas as injustiças que senti me queimarem como ser humano. Tenho achado até que tudo isso me tornou um pouco dura, parei de tentar manter conexões que já haviam se perdido, sem razão qualquer, só porque escolhas foram feitas e caminhos distintos foram tomados. Parei de querer todo mundo na minha vida pelo resto da minha existência. Isso não tem como acontecer, não há como manter toda minha história presente na minha vida, a não ser através de lembranças e que boas lembranças eu tenho, que gratidão sinto pela minha existência, pela minha história. Eu olho e ainda acho milhões de coisas que precisam melhorar, inseguranças a serem resolvidas, carência que não devem mais ter o seu lugar, mas que mulher me tornei. Alguém que teve que desconstruir todas as limitações impostas para conquistar a almejada liberdade, liberdade de experimentar caminhos, de bater a cabeça, de chorar por decisões precipitadas, mas que pode caminhar com os próprios pés. Ainda há muitos que me consideram ingênua, eu mesma vivo me achando boba por acreditar tanto nas pessoas e fico inconformada quando as pessoas não agem de forma ética e honesta comigo, mas quem sou eu para julgar? Só porque luto para fazer a coisa certa, tentar ser uma pessoa melhor não significa que todos buscam o mesmo caminho. E esse ano me fez enxergar como pessoas que eu muito amei se tornaram tão distantes de mim, do que acredito e do que busco ser, não consigo entender ainda em que momento essa divisão se tornou possível, só sei que ela aconteceu e me trouxe muitas dores. Estou tendo que deixar muita gente que ainda amo para trás, o que ainda é muito difícil para mim, porque tenho a tendência de arrastar as pessoas comigo, para onde eu for, mesmo que elas não queiram. Mas o momento mostra que cada um tem o seu tempo de busca, de conhecimento e que não podemos carregar as pessoas com a gente. Deixa-las para trás não é deixar de amá-las, pelo contrário, é aprender a ama-las como realmente são, respeitando seu tempos e seu crescimento. Não tenho sido tempos fáceis, mas posso dizer que quando olho para trás e para o presente tenho mais o que agradecer do que reclamar. Afinal tenho seguido um caminho tortuoso para alcançar o que eu ainda nem sei bem o quê...