segunda-feira, 18 de maio de 2015

Exigente? Sim Sr.

Acabo de me dar conta que sou mesmo exigente. Relutei por um tempo contra esse rotulo, mas chego a conclusão de que só posso ser isso mesmo. Exigente porque quero alguém que seja companheiro, sem ser machista, que queira dividir as atividades domesticas porque sabe que dividir faz parte da cumplicidade e da parceria. Quero alguém sensível, que olhe nos olhos e não tenha medo de dizer a verdade, mesmo que nem sempre possamos compreender a verdade sem sentir raiva por ela ser dita. Quero alguém que seja leal: comigo, com ele, mas principalmente com nós. Alguém que saiba tomar decisões difíceis, que entenda que nem sempre a convivência é fácil, mas que também não desista só porque é mais fácil desistir Quero alguém sem orgulho, que abrace, beije, chore e se declare sem vergonhas, sem receios. Quero alguém que se dispa dos medos, dos rancores e de tudo que trave a vida, a felicidade. Quero alguém de atitude, de aventura, de viagem, de inovação. Quero alguém que assuma seus erros, que busque ser melhor e quero, tanto quanto eu quero essa pessoa, me tornar esta pessoa.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Me aceita assim como eu sou

Quanto tempo eu passei acreditando que eu era um problema. Sentia tanta insatisfação com o mundo, uma monotonia, um tedio sem fim. Mudava sempre de cidade, de trabalho, de amigos, de casa, sempre em busca do não sei o quê. Não sabia bem o que eu queria, o que eu gostava, ou seria porque eu gostava de tudo? Achava que eu não era para esse mundo, e ainda acho. Mas hoje vejo que não sou um problema, aceitei que a mudança faz parte de mim, parte do que eu preciso para viver bem. Diziam que eu tinha que entender que minha busca era interior, e por um tempo eu concordei com isso, até que passei 2 anos morando sozinha, tendo que aprender a viver comigo mesma. Foi aí que tudo mudou. Não vou dizer que foram tempos fáceis, porque não foram, tive que olhar para mim mesma e ver tudo o que eu não gostava, passei noites, finais de semanas inteiros apenas com minha companhia e tive que me reinventar. Fui a lugares sozinha: bares, cinema, praia, livrarias, enfrentei os olhares julgadores e perdi o medo de ser só eu. E o melhor nisso tudo é que finalmente aprendi a me amar, me amar tanto que hoje me basto. Claro que quero ter alguém, companhia sempre é bem vinda, mas hoje prefiro mil vezes ficar em casa, lendo um livro, vendo um seriado do que desesperadamente ir para balada ou estar ao redor de mil pessoas. Ainda sinto falta dos meus melhores amigos, mas até isso eu estou melhorando. Tentando me desapegar verdadeiramente deles, não ficar com raiva porque não os vejo, porque não sou sempre a primeira opção deles. E assim sigo, buscando a minha paz na imensidão de mudanças que quero para mim, e não veja isso como um problema, por favor, não faça essa besteira. Assim como você, gosto também de estabilidade, mas a estabilidade de se ter sempre mudanças!!!